Nosso Cantinho

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Ofício



às vezes eu me pergunto
se o que eu tenho
para lhe dizer cabe 
neste mundo,
se é desta terra 
ou daquela que
ninguém sabe dizer.


às vezes eu sou
apenas delírios
e não faz sentido
qualquer pensamento.

Volto às rimas,
pobres como sempre,
e invento versos os
que outorgo ao vento.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Morte e liberdade


O corpo em desespero
sucumbe à morte,
o rogo derradeiro:
eu quero pensar em nada,
o nada me consola,
o silencio efêmero
deste momento é
o genuíno grito de liberdade.

Liberto então eu me esqueço,

tudo é pretérito enfim!

Quando nada importa,

só o silencio o completa,
é este o começo e
o fim em que o corpo
se encerra...

E a alma, se existir,

há de ser novamente
liberta!!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Solitude

         Solitude 

Estar só é a metáfora furta-cor,
neste barco à deriva ela vem à tona,
sinto-a sempre presente, velha dor!
Antiga amiga ranzinza e mandona.
O gosto salgado da lágrima vertida
em vão em fim vem à boca!