Nosso Cantinho

sábado, 22 de dezembro de 2012

Morte e liberdade


O corpo em desespero
sucumbe à morte,
o rogo derradeiro:
eu quero pensar em nada,
o nada me consola,
o silencio efêmero
deste momento é
o genuíno grito de liberdade.

Liberto então eu me esqueço,

tudo é pretérito enfim!

Quando nada importa,

só o silencio o completa,
é este o começo e
o fim em que o corpo
se encerra...

E a alma, se existir,

há de ser novamente
liberta!!

Um comentário:

  1. Amei! A morte é sempre um recomeço é a transformação! Nascemos e morreremos ao longo de toda uma vida. O nada como consolo, o estar só e poder se consolar se sentindo bem! O isolamento como salvação para um tempo de repensar e renascer.

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